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125 ANOS DA OBRA PIAMARTINA

Categoria(s) : Reflexões

“A nossa Congregação nasceu por um desígnio especial da Divina Providência”, repetia muitas vezes Padre Piamarta. Quando olhamos o vasto horizonte da nossa família religiosa, corremos o risco de não nos darmos conta da inspiração inicial do nosso beatíssimo Pai. Num contexto de pobreza humana e material, e no grande perigo de que se arruinasse a experiência de Jesus Cristo no coração das pessoas do seu tempo, Padre Piamarta impulsionado por um grande amor que é o Espírito Santo, iniciou o Instituto Artigianelli. Era um dia mais ou menos como o de hoje. Dia 03 de dezembro de 1886, primeira sexta-feira do mês, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, memória de São Francisco Xavier. O amor do coração de Cristo impulsionou Padre Piamarta numa missão: salvar espiritual e corporalmente a juventude pobre e a pobre juventude. Esta distinção é necessária porque a juventude do tempo de Padre Piamarta era pobre de bens materiais e ainda porque a juventude é um momento crucial da vida, pois nela, quando ainda não se tem todos os valores e a formação necessária, tem-se que tomar as mais importantes decisões que direcionarão a vida inteira. Nosso fundador tinha grandes e profundas intuições. Os que conheceram Padre Piamarta diziam que ele tinha um olhar intenso, talvez porque se deixasse olhar intensamente por Deus. Nos 25 anos do Instituto Artigianelli Padre Piamarta recusou os louvores dizendo: “esta obra me causou muitas dores, espinhos e tribulações”. Era a consciência de que “as obras de Deus nascem da experiência da cruz e para que elas cresçam e se desenvolvam, é preciso regar com as nossas lágrimas, com o nosso suor e até com o nosso sangue”. Esta expressão de Padre Piamarta sempre me chamou atenção: as lágrimas correspondem às nossas orações; são lágrimas não de quem não confia em Deus e se desespera, mas de quem se decepciona com os homens, mas sabe que Deus jamais nos desiludirá; o suor corresponde ao trabalho incansável, outra importante característica de Padre Piamarta. Se hoje comemoramos os 125 anos da obra é porque Padre Piamarta trabalhou incansavelmente e economizou cada centavo para acolher um jovem a mais. Hoje seu trabalho é interceder por nós. De fato, ele disse: “Do céu farei mais por vós!”; o sangue corresponde à doação da vida. De fato, o sangue é vida. Padre Piamarta era vivíssimo. Chamavam-no de “Dom Argento”, “prata viva”. Sua doação a Deus expressa-se profundamente quando diante do seu bispo ele diz: “Não, excelência! Quero morrer aqui com os meus jovens!” Hoje ao comemorarmos os 125 anos da obra piamartina renovamos o nosso compromisso de consagração na consagração do pão e do vinho. Suplicamos ao Senhor que assim como o pão e o vinho se tornam o seu Corpo e o seu Sangue, consigamos nós nos tornamos o seu Corpo que é a Igreja para movidos pelo Espírito Santo, impulsionados pelo seu amor, deixando-nos contemplar pelo olhar de Deus que nos ama, olhar a pobre juventude e a juventude pobre e ser para ela proveito material e espiritual por meio da educação a vida cristã no trabalho, na família e na sociedade. Quiçá as nossas boas obras da obra piamartina testemunhem a nossa favor no tribunal da misericórdia de Deus para que o povo de Padre Piamarta no céu continue o trabalho de interceder por quem continua peregrinando, lutando e se cansando para com seus passos nem sempre ligeiros vencer as trevas deste mundo que insistem algumas vezes em esconder a luz de Deus para a nossa juventude.

Comentários (1)

ola padre paulo o que escreveste sobre a autenticidade do nosso fundador pe.piamarta é motivo de muita alegria. logo porque a vida cristã consiste em saber carregar a cruz de cristo. realmente eu concordo com o senhor uma é a juventude pobre e outra coisa é a pobre juventude. a primeira depende de bens materiais e a segunda depende de bens espirituais e esta vem de Deus. padre paulo se eu não estiver enganado o seu aniversario é 12 de dezembro dia de Nossa Senhora de Guadalupe padroeira da America Latina

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