08 de Março de 1857:
Operárias tecelãs, em Nova Iorque, fizeram uma greve e ocuparam a fábrica, reivindicando melhores condições de trabalho com redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada pela polícia. Cerca de 130 tecelãs morreram carbonizadas.
Muito bom que essa data tão importante marque o início de uma luta incansável em prol dos direitos femininos…
Porém, tudo tem seu limite!
Hoje, ao passar em frente a um colégio, aqui em Fortaleza, vi uns dizeres escritos na parede: “A Luta continua: mulher não é máquina e tem direito de controlar seu corpo” e ao lado “ABORTO LEGAL JÁ”.
Poxa, uma luta tão linda quanto era a de igualar os direitos, os salários e os benefícios com os dos homens, agora se transforma em uma luta em que as feministas querem “somente” (e bota aspas nisso) se igualar a DEUS – o ÚNICO que pode dar e retirar uma vida- pra decidir quem vive e quem morre dentro de si!
Em alguns estados de países, como os Estados Unidos, já se aprovou não só o Aborto Clássico (que ocorre nos primeiros meses de gestação), mas também o Aborto Parcial, em que se MATA a criança durante o parto, ou seja dos 6 até os 9 meses de gestação, caso a mãe corra risco de morte.
“Ah, mas aborto é caso de saúde pública, afinal milhares de mulheres morrem por ano por conta dos abortos clandestinos…” Mentira. Segundo Ministério da Saúde, na Nota Técnica sobre a Vigilância de Morte Materna , nos últimos anos, morreram menos de 200 mulheres/ano. Isso mesmo, DUZENTAS! Ou seja, morre mais gente de gripe do que de aborto clandestino.
O mais indignante é ver que até o Conselho Federal de categoria profissional como o do Serviço Social, o CFESS, defende essa “luta” absurda… Meu Deus, pra onde vamos desse jeito? Pára o mundo que eu quero descer!!!
E eu digo: uma verdadeira causa que merece comoção de todas as mulheres é a fome no nosso país, a miséria, a violência… Isso sim deve ser uma luta feminina, ou seja, que TODAS as mulheres deveriam se envolver; e não uma luta feminista, que pensa em si, e somente em si, como detentor de todos os direitos daquilo que lhe acerca, seja indireta ou diretamente.
Por fim, neste dia, 08 de março de 2012, convoco a todas as mulheres (e homens) de bem a irem de contra esse absurdo, e lutarem pelo direito de se ter direito: sim, pois, se permitirmos tirarem o mais fundamental que é o direito à vida de um ser VIVO em desenvolvimento, por que mais causas relevantes iremos lutar?
#AbortoNão!
por Leilane Barros, membro do Grupo Aba Pai da Comunidade Rahamim em 2012 e catequista da Pastoral da Crisma da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré em Fortaleza-CE







da Rahamim
Vocações Piamartinas